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sábado, 28 de abril de 2012
Um cordel para a Educação
Érica Montenegro de Mélo
No Brasil algo importante
Acontece ultimamente
Os meninos e meninas
Quase que precocemente
Estão indo pra escola
Estudar pra “virar gente”
Assim que o bebê nasce
A mãe lê literatura
E quando ele vai crescendo
É banhado na cultura
E assim a sua vida
Fica livre de amargura
E quando ele vai à escola
A vida ganha sua cor
Convive com coleguinhas
E também com o professor
Numa rotina recheada
De conhecimento e amor
Eu sou professora sim
Por amor à profissão
Cordelista por esporte
Faço com dedicação
Escrever e dar minhas aulas
Transformaram-se em paixão
Apesar da situação
Que acomete à educação
Os professores unidos
Dando a colaboração
Podem ampliar as chances
De uma recuperação
Mas é preciso também
O governo se esforçar
Investir nos professores
E assim condições de dar
Pra que eles deem suas aulas
De forma espetacular
Sem precisar de cedinho
Sair para trabalhar
E de lá pra outro emprego
Ir correndo sem almoçar
É assim que o professor
Faz para se sustentar
Não concordo que a escola
Seja a chave do problema
A família envolvida
Pode acabar como dilema
De ter jovens sem estudo
Pois isso não vale à pena
Vamos pensar bem unidos
Numa boa solução
Estar sempre trabalhando
Pelo bem da educação
Pois só ela é o caminho
Para uma grande nação
domingo, 29 de maio de 2011
Faculdade Anchieta - Visita ao Instituto Ricardo Brennand
************************************************************************
Da Vida e da Arte
Ederson Peka
Da vida e da arte
É tênue o limite,
Se é que ele existe!
Qual parte é qual parte?
Qual delas se omite?
Qual busca o debate?
Qual sela o contraste?
Qual nega o convite?
Da arte pra vida,
Qual a diferença?
Se ambas compreendem
Palavras unidas
Em louca seqüência
Que ninguém entende...?
Disponível em: http://sitedepoesias.com/poesias/56517
Acesso em 29 de Maio/ 2011
Sou professora da disciplina Arte e Educação - 1º período da Faculdade Anchieta do Recife. Na tarde de ontem eu e meus queridos (as) alunos (as) fomos ao Instituto Ricardo Brennand vivenciar um pouco de tudo que discutimos nesse semestre. Estou postando as fotos desse momento tão significativo para nossas vidas, não só como estudantes e professores, mas como seres humanos sedentos pela mudança que a ARTE é capaz de provocar em nossas vidas!
Foi uma tarde maravilhosa!!!!











Da Vida e da Arte
Ederson Peka
Da vida e da arte
É tênue o limite,
Se é que ele existe!
Qual parte é qual parte?
Qual delas se omite?
Qual busca o debate?
Qual sela o contraste?
Qual nega o convite?
Da arte pra vida,
Qual a diferença?
Se ambas compreendem
Palavras unidas
Em louca seqüência
Que ninguém entende...?
Disponível em: http://sitedepoesias.com/poesias/56517
Acesso em 29 de Maio/ 2011
Sou professora da disciplina Arte e Educação - 1º período da Faculdade Anchieta do Recife. Na tarde de ontem eu e meus queridos (as) alunos (as) fomos ao Instituto Ricardo Brennand vivenciar um pouco de tudo que discutimos nesse semestre. Estou postando as fotos desse momento tão significativo para nossas vidas, não só como estudantes e professores, mas como seres humanos sedentos pela mudança que a ARTE é capaz de provocar em nossas vidas!
Foi uma tarde maravilhosa!!!!
Foi maravilhoso!
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Há muuuuuuuuuito tempo conheci o Movimento Focolare. Ficava fascinada com a capacidade de amar que as pessoas envolvidas nesse Movimento demonstravam. Deposi de conviver com uma família maravilhosa (Os "Noberto Adamastor", de Campina Grande)conheci um pouco mais de perto algumas ações e foi através desse moviemnto que pus meus pés no recife pela primeira vez, em 1994. Mal sabia que, dez anos depois daquela viagem inesquecível me tornaria moradora dessa cidade que me acolheu tanto carinho!
Pois bem, hoje, anos depois sem conviver com nada ligado ao Focolare, recebi de minha amiga Mariana Noberto Adamastor de Souza (Acho que o nome dela é esse!!!)a PALAVRA DE VIDA, um textinho mesal que fortaleceu minha fé tantas vezes...
Aqui está a de maio/ 2011. Espero poder colocar essa bençao mensal neste blog.
Beijos a todos! Paz e bem!!!
Érica Montenegro
Palavra de Vida - maio/ 2011
“Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento!”
(Mt 22,37)
Para vivermos sua vontade e nos amoldarmos a ela, muitas vezes será necessário queimar nossa vontade, sacrificando tudo o que temos no coração ou na mente, mas que não diz respeito ao momento presente. Pode ser uma ideia, um sentimento, um pensamento, um desejo, uma lembrança, um objeto, uma pessoa…
Assim nos projetamos unicamente naquilo que devemos fazer no momento presente. Falar, telefonar, escutar, ajudar, estudar, rezar, comer, dormir, viver a vontade Dele sem ficar divagando; realizar ações completas, límpidas, perfeitas, com todo o coração, a alma, o entendimento; ter como único estímulo de cada ação o amor, a ponto de dizer, em cada momento do dia: “Sim, meu Deus, neste nesse instante, nessa ação, eu te amei com todo o coração, com todo o meu ser”. Só assim poderemos dizer que amamos a Deus, que retribuímos o seu “ser Amor para conosco”.
Para viver esta Palavra de Vida, será útil nos analisarmos, de tempos em tempos, para ver se Deus realmente ocupa o primeiro lugar em nossa alma.
Grande abraço e fiquem com Deus!
Tenha fé e paciência!
Mariana Adamastor
Pascom Diocesana - CG
Pois bem, hoje, anos depois sem conviver com nada ligado ao Focolare, recebi de minha amiga Mariana Noberto Adamastor de Souza (Acho que o nome dela é esse!!!)a PALAVRA DE VIDA, um textinho mesal que fortaleceu minha fé tantas vezes...
Aqui está a de maio/ 2011. Espero poder colocar essa bençao mensal neste blog.
Beijos a todos! Paz e bem!!!
Érica Montenegro
Palavra de Vida - maio/ 2011
“Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento!”
(Mt 22,37)
Para vivermos sua vontade e nos amoldarmos a ela, muitas vezes será necessário queimar nossa vontade, sacrificando tudo o que temos no coração ou na mente, mas que não diz respeito ao momento presente. Pode ser uma ideia, um sentimento, um pensamento, um desejo, uma lembrança, um objeto, uma pessoa…
Assim nos projetamos unicamente naquilo que devemos fazer no momento presente. Falar, telefonar, escutar, ajudar, estudar, rezar, comer, dormir, viver a vontade Dele sem ficar divagando; realizar ações completas, límpidas, perfeitas, com todo o coração, a alma, o entendimento; ter como único estímulo de cada ação o amor, a ponto de dizer, em cada momento do dia: “Sim, meu Deus, neste nesse instante, nessa ação, eu te amei com todo o coração, com todo o meu ser”. Só assim poderemos dizer que amamos a Deus, que retribuímos o seu “ser Amor para conosco”.
Para viver esta Palavra de Vida, será útil nos analisarmos, de tempos em tempos, para ver se Deus realmente ocupa o primeiro lugar em nossa alma.
Grande abraço e fiquem com Deus!
Tenha fé e paciência!
Mariana Adamastor
Pascom Diocesana - CG
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O que é Páscoa?
Olá queridos (as)!
Relendo uns textos encontrei essa crônica de Veríssimo que me faz dar boas risadas! Feliz Páscoa!!!
O que é páscoa???
Luiz Fernando Veríssimo
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é… bem… é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora- se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora- se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta , vem cá !
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?
- Mais ou menos… Mamãe, Jesus era um coelho?
- O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã ! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus ?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?
- Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo ?
- Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ?
- Era… era melhor,sim… ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né ?
- Que dia ele morreu ?
- Isso eu sei: na Sexta- feira Santa.
- Que dia e que mês?
- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta- feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não três dias depois.
- Então morreu na Quarta- feira.
- Não, morreu na Sexta- feira Santa… ou terá sido na Quarta- feira de Cinzas ? Ah, garoto, vê se não me confunde !
- Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como ?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua ?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no Sábado ?
- Claro que não ! Se Jesus morreu na Sexta !!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo ?
- Ui…
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só ?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!
Relendo uns textos encontrei essa crônica de Veríssimo que me faz dar boas risadas! Feliz Páscoa!!!
O que é páscoa???
Luiz Fernando Veríssimo
- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é… bem… é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora- se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora- se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta , vem cá !
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?
- Mais ou menos… Mamãe, Jesus era um coelho?
- O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã ! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus ?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?
- Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo ?
- Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ?
- Era… era melhor,sim… ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né ?
- Que dia ele morreu ?
- Isso eu sei: na Sexta- feira Santa.
- Que dia e que mês?
- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta- feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não três dias depois.
- Então morreu na Quarta- feira.
- Não, morreu na Sexta- feira Santa… ou terá sido na Quarta- feira de Cinzas ? Ah, garoto, vê se não me confunde !
- Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como ?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua ?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no Sábado ?
- Claro que não ! Se Jesus morreu na Sexta !!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo ?
- Ui…
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só ?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!
sexta-feira, 25 de março de 2011
A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE LÚDICA PARA A CRIANÇA EM IDADE ESCOLAR

A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE LÚDICA PARA A CRIANÇA EM IDADE ESCOLAR
Érica Maria Silva Montenegro de Mélo
Quem trabalha com crianças sabe da necessidade de engajar o lúdico nas atividades cotidianas infantis. O lúdico é capaz de desenvolver aspectos essenciais para a vida da criança tais como a capacidade de cooperar, aguardar sua vez e apreciar a presença do outro em seu meio social. A expressão corporal proporciona alegria e bem estar, bem como favorece a aprendizagem dos conteúdos trabalhados no currículo escolar. Através do movimento do corpo por meio de esportes, jogos de mesa, brinquedos cantados ou dramatizados e de quaisquer outras maneiras de integrar corpo e mente, a pessoa libera o fenômeno lúdico, sendo este presente em todas as idades e fases pelas quais passa o ser humano.
No contexto social que envolve a escola e a família como principais ambientes onde a criança tem se desenvolvido, é importante que os professores reconheçam o valor dos jogos, e da recreação para o desenvolvimento das suas crianças. Brincando, o ser humano tem a oportunidade de expandir-se e de liberar seus impulsos físicos, mentais e emocionais, além de descobrir e valorizar seu potencial. A recreação torna-se assim um instrumento de trabalho adequado a qualquer faixa etária e que vem sendo cada vez mais apreciado no mundo inteiro.
Baseado nos estudos sobre a brincadeira como ferramenta na sala de aula, Japiassu (2004) verificou que a partir dos séculos XVII e XIX as pedagogias difundidas por Rousseau e Froebel deram base para que se construíssem atividades educativas baseadas no lúdico, considerando-o instrumento indispensável às práticas de educação de crianças. No decorrer da história, outros nomes como Piaget, Wallon, Vygotsky e mais recentemente a professora da USP Kishimoto (o mais citado nome da atualidade), têm contribuído com seu trabalho no que diz respeito à conscientização sobre importância do brincar para a aprendizagem e desenvolvimento infantis.
Faz-se necessário distinguir elementos funda,mentais que permeiam o trabalho com o lúdico em grupos de crianças. O brincar acontece no momento em que o brinquedo está sendo explorado pela pessoa, desse modo, pesquisas revelaram que a criança nasce sabendo brincar, fator este comprovado, por exemplo, pelo riso solto no momento em que ela percebe seu corpo, mais especificamente quando faz de seus pés um brinquedo. Em contrapartida, comprovou-se que as brincadeiras são aprendidas enquanto a criança se desenvolve, são permeadas por regras sociais rigidamente respeitadas pelas crianças. Um bom exemplo disso aparece na famosa brincadeira de casinha onde é sempre a mãe quem dá as ordens, coincidindo com a realidade social vivenciada pela grande maioria das crianças. Compreendemos, portanto, que ela não nasce conhecendo as brincadeiras do mundo que lhe circunda, mas vai aprendendo-as enquanto convive com outras pessoas, afinal, como coloca Friedmann (1992 p. 100), “o brincar infantil é uma atividade social, interativa e cultural”. Já o brinquedo é o material explorado na brincadeira e que propicia o brincar. Há uma grande variedade de brinquedos espalhados pelo mundo que circunda a criança em idade escolar, pois tudo o que lhe desperta curiosidade e prazer pode vir a tornar-se um brinquedo em suas mãos. Esses brinquedos podem ser industrializados ou simplesmente reinventados através de objetos comuns encontrados abundantemente em seu meio social. Qualquer pedaço de madeira vira um carro se amarramos um cordão, uma garrafa vazia pode virar uma bola e assim sucessivamente. Tudo vira brinquedo e proporciona uma brincadeira e um brincar livre das imposições dos adultos. Pelo contrário, elas mesmas criam o “pode” e “não pode” em suas brincadeiras, claro que muitas vezes imitam a realidade e copiam as regras sociais nela exploradas, mas as mesmas não vêm a ser um fator que impeça o tipo de brincadeira que desejam realizar.
É necessário incorporar o lúdico no cotidiano escolar, como forma de trazer a realidade vivenciada no mundo infantil como ponto de partida para a o desenvolvimento infantil, seja em seu lado cognitivo ou nos aspectos diretamente ligados aos fatores emocionais.
REFERÊNCIAS:
1. FRIEDMANN, Adriana et al. O Direito de brincar: a brinquedoteca. São Paulo, Scritta - ABRINQ, 1992.
2. JAPIASSU, Ricardo Ottoni Vaz. O faz de conta e a criança em idade pré-escolar. Disponível na internet: http://www.educacaoonline.pro.br. Acesso – 20/01/2004.
3. MATTOS, Elizete de Lourdes. Brincando e aprendendo: O resgate do lúdico no desenvolvimento biopsicossocial das crianças. Ed. Vale das Letras, Santa Catarina, sem data.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
RESPOSTA À REVISTA VEJA - Recebido por e-mail

Recebi um e-mail com essa carta de uma professora respondendo às "intempéries" de um dos portadores de textos qu emais circulam, pasmem, inclusive nas escolas, entre os jovens de nosso país. Achie o texto extremamente interessante e bem escrito. Ponto para a educação! Nota dez para os professores. Nota mil para quem escreveu!
Abaixo estou enviando uma cópia da carta escrita por uma professora que trabalha no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja. Peço por favor que repasse a todos que conhece, é longa mas vale a pena ler.
Sou professora do Estado e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos das causas do mau desempenho escolar e das VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de que todos os que pensam que “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm nem o que comer em suas casas, quanto mais serem inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior, em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que, infelizmente, são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora de os professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, quando pai e mãe, tios e avós estavam presentes e quando era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores, e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança de que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para que o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o Hino Nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza-os Deus, só os mais corajosos!) e, em algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo, que não é cronometrado, quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante... e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já foi ultrapassado. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E precisamos, também, urgentemente, de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Começando 2011 com o pé direito!!!! E o compromisso de atualizar este Blog! Tomara que eu tenha um tempinho pra isso! Afffffffffffffffff!
FELIZ LIVRO NOVO
Encerra-se mais um ano em sua vida...
Quando este ano começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos...
Podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele você podia ter
um poema, um pesadelo uma blasfêmia, uma oração.
Podia...Hoje não pode mais, já não é seu.
É um livro já escrito...Concluído...
Como um livro que tivesse sido escrito por você,
ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes,
e não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto...Antes que termine este ano, reflita, tome
seu velho livro e folheie com cuidado...
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela
consciência;
Faça o exercício de ler a você mesmo.
Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que usou seu
melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter
escrito.
Não...Não tentes arrancá-las. Seria inútil...Já estão
escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro
que será entregue.
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e
evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará
novamente com o instrumento do livre arbítrio, e
terá, para preencher, toda a imensa superfície do seu
mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir,
coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...Ainda que tenha páginas
escuras, entregue e diga apenas duas palavras:
Obrigado e Perdão!!!
E, quando o novo ano chegar, lhe será entregue outro
livro, novo, limpo, branco, todo seu, no qual irá
escrever o que desejar...
FELIZ LIVRO NOVO!!!
\\\|///
((o o))
----oOO-((^))-OOo---
Twitter: pense_positivo
E-mail: valvellar@yahoo.com.br
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Cordel do Vento - Sobre eleições
CORDEL
DO VENTO ENCANTADO
1
Ouvi um Vento Encantado
A soprar feito um Espírito,
Convocando todo o povo
Para um combate previsto...
Quem não ouve o seu chamado,
Pode ser crente ou beato,
Nunca entendeu JESUS CRISTO!
2
Faz oito anos, insisto,
Que esse Vento sopra forte,
Mostrando que o Caminho
A rumar de sul a norte
É do REINADO DA VIDA:
Chegou pra gente sofrida
O fim do reino da morte!
3
LULA, Estrela da sorte,
No horizonte avermelhou,
E o Vento inverteu os rumos,
E o pobre bafejou...
Finalmente, alguém da gente,
Operário consciente,
À Presidência chegou!
4
Oito anos, quem não notou
Que as coisas muito mudaram,
Que a miséria é redimida,
Empregos multiplicaram,
O Nordeste iluminou-se,
Pernambuco levantou-se
E os apagados brilharam?...
5
E assim, todos lucraram,
Quando melhorou pro pobre:
Dobrado o solário mínimo,
Muita frieza se cobre,
Muita fome se alimenta,
Muito fraco se sustenta,
Cresce um Ser Humano nobre!
6
Quem nunca viu já descobre
Que outro Mundo é possível
E agora chegou a hora
De acreditar no incrível:
Uma MULHER PRESIDENTE
Levando o Brasil pra gente,
Nada mais é impossível!
7
Uma só coisa é temível:
Desfazer o que foi feito,
Subir o SERRA DO MAL,
Onde o Bem não leva jeito,
Deixar perder-se o Progresso,
Preferir o retrocesso,
Negar do pobre o Direito!
8
Seguir o Vento é perfeito:
Vote em DILMA com firmeza
Pra ver o PAC avançar,
Trabalho e Pão na mesa,
Minha Casa, minha Vida,
Ver nossa gente excluída
Desfrutando da riqueza!
9
No rumo da correnteza
Do Progresso que eclodiu,
O País prestigiado,
Qual o Mundo nunca viu,
Com DILMA vamos em frente,
De mãos dadas toda a gente,
Viva o Povo do BRASIL!
Padre REGINALDO VELOSO,
Presbítero das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs
Assistente Regional do Movimento de Trabalhadores Cristãos – MTC (ACO)
Assessor do Movimento de Adolescentes e Crianças – MAC
Assessor do Grupo de Animação Cultural – GAC
DO VENTO ENCANTADO
1
Ouvi um Vento Encantado
A soprar feito um Espírito,
Convocando todo o povo
Para um combate previsto...
Quem não ouve o seu chamado,
Pode ser crente ou beato,
Nunca entendeu JESUS CRISTO!
2
Faz oito anos, insisto,
Que esse Vento sopra forte,
Mostrando que o Caminho
A rumar de sul a norte
É do REINADO DA VIDA:
Chegou pra gente sofrida
O fim do reino da morte!
3
LULA, Estrela da sorte,
No horizonte avermelhou,
E o Vento inverteu os rumos,
E o pobre bafejou...
Finalmente, alguém da gente,
Operário consciente,
À Presidência chegou!
4
Oito anos, quem não notou
Que as coisas muito mudaram,
Que a miséria é redimida,
Empregos multiplicaram,
O Nordeste iluminou-se,
Pernambuco levantou-se
E os apagados brilharam?...
5
E assim, todos lucraram,
Quando melhorou pro pobre:
Dobrado o solário mínimo,
Muita frieza se cobre,
Muita fome se alimenta,
Muito fraco se sustenta,
Cresce um Ser Humano nobre!
6
Quem nunca viu já descobre
Que outro Mundo é possível
E agora chegou a hora
De acreditar no incrível:
Uma MULHER PRESIDENTE
Levando o Brasil pra gente,
Nada mais é impossível!
7
Uma só coisa é temível:
Desfazer o que foi feito,
Subir o SERRA DO MAL,
Onde o Bem não leva jeito,
Deixar perder-se o Progresso,
Preferir o retrocesso,
Negar do pobre o Direito!
8
Seguir o Vento é perfeito:
Vote em DILMA com firmeza
Pra ver o PAC avançar,
Trabalho e Pão na mesa,
Minha Casa, minha Vida,
Ver nossa gente excluída
Desfrutando da riqueza!
9
No rumo da correnteza
Do Progresso que eclodiu,
O País prestigiado,
Qual o Mundo nunca viu,
Com DILMA vamos em frente,
De mãos dadas toda a gente,
Viva o Povo do BRASIL!
Padre REGINALDO VELOSO,
Presbítero das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs
Assistente Regional do Movimento de Trabalhadores Cristãos – MTC (ACO)
Assessor do Movimento de Adolescentes e Crianças – MAC
Assessor do Grupo de Animação Cultural – GAC
sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dia dos Professor - Origens...
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.
fonte: http://www.varejao.blog.br/blog/?p=384&ENVC=225521&ENVM=0315A2D1781B1302&ENVL=32935A7DFFC93CFF&ENVD=CFA01E794AF860B2AAE4BC7E770D6E1289EACC05EA2B4230&ENVT=CFA01E794AF860B2AAE4BC7E770D6E12178BA2268D2779BABD2229E8211B08EBAE9AA2FAD320E8EC
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Carta à Marina

Queridos (as)
Recebi esta carta por e-mail e gostei muito! Divido-a com vcs!
Beijos! Boa eleição no segundo turno!
Marina,... Você se pintou?
“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação.
A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.
Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Educação: É preciso repensar nossos modelos.
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Educação: É preciso repensar nossos modelos.
No Brasil algo importante
Acontece ultimamente
Os meninos e meninas
Quase que precocemente
Estão indo pra escola
Estudar pra “virar gente”
Assim que o bebê nasce
A mãe lê literatura
E quando ele vai crescendo
É banhado na cultura
E assim a sua vida
Fica livre de amargura
E quando ele vai à escola
A vida ganha sua cor
Convive com coleguinhas
E também com o professor
Numa rotina recheada
De conhecimento e amor
Eu sou professora sim
Por amor à profissão
Cordelista por esporte
Faço com dedicação
Escrever e dar minhas aulas
Transformaram-se em paixão
Apesar da situação
Que acomete à educação
Os professores unidos
Dando a colaboração
Podem ampliar as chances
De uma recuperação
Mas é preciso também
O governo se esforçar
Investir nos professores
E assim condições de dar
Pra que eles deem suas aulas
De forma espetacular
Sem precisar de cedinho
Sair para trabalhar
E de lá pra outro emprego
Ir correndo sem almoçar
É assim que o professor
Faz para se sustentar
Não concordo que a escola
Seja a chave do problema
A família envolvida
Pode acabar como dilema
De ter jovens sem estudo
Pois isso não vale à pena
Vamos pensar bem unidos
Numa boa solução
Estar sempre trabalhando
Pelo bem da educação
Pois só ela é o caminho
Para uma grande nação
segunda-feira, 1 de março de 2010
Hoje, depois de muuuuuuuitos dias sem escrever neste espaço, volto com uma mensagem linda que recebi do meu amigo Valter. Pra variar, ele sempre manda coisas maravilhosas... Boa semana para todos nós!

É IMPOSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO?
Pense nos melhores momentos da sua vida: você estava
sozinho ou acompanhado?
Alimentar muita expectativa é o caminho mais curto
para a frustração. Mais uma vez a máxima se confirmou:
fui assistir a Amor sem Escalas, o badalado filme do
mesmo diretor do excelente Juno, e não fiquei
impactada como se prenunciava. Achei bom, apenas. Tem
alguns diálogos espertos e uma inversão de papéis
inusual (no que se refere a relações entre homens e
mulheres), mas, apesar do frescor que Jaison Reitman
imprime a seus filmes, desta vez ele por pouco não
escorregou pro sentimentalismo barato. Dentro do mesmo
tema - é possível ser feliz sozinho? - prefiro Estrela
Solitária, de Wim Wenders, que tratou sobre o
isolamento do ser humano com muito mais poesia e beleza.
Ainda assim, uma frase me marcou. "Pense nos melhores
momentos da sua vida: você estava sozinho ou acompanhado?".
Pode não ser comum, mas há pessoas que não têm nenhuma
vocação para constituir família, e nem por isso merecem
a cadeira elétrica. Eles simplesmente preferem estar em
movimento, não ter amarras, e essa liberdade cobra um
preço que, se costuma ser alto para a maioria, para
outros pode ser uma dívida fácil de quitar.
Eu bem que gosto de ficar sozinha. Já tive ótimos momentos
comigo mesma dentro de um trem, em frente ao mar, lendo um
livro. Mas reconheço que os momentos sublimes, aqueles
eleitos como inesquecíveis, aconteceram quando eu estava
"avec". Reconhecer isso não faz eu desprezar a solidão,
mas me impede de adotá-la como estilo de vida permanente.
Sozinha eu posso ser mais livre, mas não sou desafiada.
Compartilhar a vida com alguém exige participação: a gente
é impelido a se manifestar, a traduzir em gestos e palavras
o que estamos sentindo, e isso engrandece o momento, cria
vínculo, avaliza o que está sendo vivido, confere magia ao
instante, credibiliza aquilo que está nos deixando
emocionado.
Não precisa ser um momento repartido apenas com seu grande
amor: pode ser também com os pais, com um irmão, um amigo,
até mesmo com desconhecidos. Quando se olha nos olhos dos
outros e se compreende o que se está passando, a sintonia
se dá, mesmo silenciosa. Lembrei de Scarlett Johansson
sozinha num bar de hotel em Tóquio, percebendo o também
solitário Bill Murray tomando seu uísque, em Encontros e
Desencontros. A secreta comunicação do olhar entre ambos
dava sentido ao que não havia sentido algum.
Pode acontecer entre dois, e também pode acontecer entre
muitos. Um estádio de futebol lotado, com a massa gritando
pelo mesmo time. Um show vibrante, todos cantando a mesma
letra. Imagine se o espetáculo fosse exclusivo pra você:
que graça teria?
Estando sozinhos, a sensação interna sobre o que está sendo
vivido é quase triste, mesmo que não seja.
Juntos, até o que não parece alegre, fica.
Martha Medeiros
(21/02/2010 – Revista do Jornal O Globo)

É IMPOSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO?
Pense nos melhores momentos da sua vida: você estava
sozinho ou acompanhado?
Alimentar muita expectativa é o caminho mais curto
para a frustração. Mais uma vez a máxima se confirmou:
fui assistir a Amor sem Escalas, o badalado filme do
mesmo diretor do excelente Juno, e não fiquei
impactada como se prenunciava. Achei bom, apenas. Tem
alguns diálogos espertos e uma inversão de papéis
inusual (no que se refere a relações entre homens e
mulheres), mas, apesar do frescor que Jaison Reitman
imprime a seus filmes, desta vez ele por pouco não
escorregou pro sentimentalismo barato. Dentro do mesmo
tema - é possível ser feliz sozinho? - prefiro Estrela
Solitária, de Wim Wenders, que tratou sobre o
isolamento do ser humano com muito mais poesia e beleza.
Ainda assim, uma frase me marcou. "Pense nos melhores
momentos da sua vida: você estava sozinho ou acompanhado?".
Pode não ser comum, mas há pessoas que não têm nenhuma
vocação para constituir família, e nem por isso merecem
a cadeira elétrica. Eles simplesmente preferem estar em
movimento, não ter amarras, e essa liberdade cobra um
preço que, se costuma ser alto para a maioria, para
outros pode ser uma dívida fácil de quitar.
Eu bem que gosto de ficar sozinha. Já tive ótimos momentos
comigo mesma dentro de um trem, em frente ao mar, lendo um
livro. Mas reconheço que os momentos sublimes, aqueles
eleitos como inesquecíveis, aconteceram quando eu estava
"avec". Reconhecer isso não faz eu desprezar a solidão,
mas me impede de adotá-la como estilo de vida permanente.
Sozinha eu posso ser mais livre, mas não sou desafiada.
Compartilhar a vida com alguém exige participação: a gente
é impelido a se manifestar, a traduzir em gestos e palavras
o que estamos sentindo, e isso engrandece o momento, cria
vínculo, avaliza o que está sendo vivido, confere magia ao
instante, credibiliza aquilo que está nos deixando
emocionado.
Não precisa ser um momento repartido apenas com seu grande
amor: pode ser também com os pais, com um irmão, um amigo,
até mesmo com desconhecidos. Quando se olha nos olhos dos
outros e se compreende o que se está passando, a sintonia
se dá, mesmo silenciosa. Lembrei de Scarlett Johansson
sozinha num bar de hotel em Tóquio, percebendo o também
solitário Bill Murray tomando seu uísque, em Encontros e
Desencontros. A secreta comunicação do olhar entre ambos
dava sentido ao que não havia sentido algum.
Pode acontecer entre dois, e também pode acontecer entre
muitos. Um estádio de futebol lotado, com a massa gritando
pelo mesmo time. Um show vibrante, todos cantando a mesma
letra. Imagine se o espetáculo fosse exclusivo pra você:
que graça teria?
Estando sozinhos, a sensação interna sobre o que está sendo
vivido é quase triste, mesmo que não seja.
Juntos, até o que não parece alegre, fica.
Martha Medeiros
(21/02/2010 – Revista do Jornal O Globo)
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Texto sobre Literatura infato Juvenil
LITERATURA INFANTO JUVENIL: UM PASSO PARA LER E ESCREVER
ÉRICA MA S. MONTENEGRO DE MÉLO
erica9400@yahoo.com.br
ericamontenegrocordelista.blogspot.com.br
A literatura, assim como as outras manifestações da cultura popular como as danças, a culinária, artesanato e tantas outras produções são o patrimônio de um povo. No Brasil, é possível falar da riqueza da cultura popular em todas essas representações que vão desde a linguagem oral e suas variações dialetais até a escrita literária, que chega ao povo através das músicas, livros, folhetos de cordel, cantorias e outros muitos. Assim, os livros de literatura infanto juvenil que trazem contos, poesia, fábulas, crônicas e outros gêneros estão vivos nas mãos dos estudantes graças ao trabalho realizado pela escola, apesar de suas muitas limitações.
O livro de literatura infanto juvenil tornou-se elemento significativo para a escola, especialmente para o desenvolvimento das competências para ler e escrever através de sua utilização nas práticas de letramento. Os livros infanto juvenis, geralmente ricos em imagens e feitos com materiais cada vez mais variados, são um misto de fantasia e realidade, objetos onde o impossível se torna real a partir da leitura que percorre a imaginação do leitor. Esses livros têm sido inseridos no contexto escolar a partir de atividades voltadas tanto para a formação do leitor crítico e independente, como também sob a intenção de inserir ou resgatar aspectos lúdicos ligados à fantasia, cada vez mais vista como objeto perdido, haja vista a facilidade e avanços tecnológicos que limitam a criatividade das crianças e adolescentes.
Assim, a leitura na escola tem um significado pitoresco para o leitor, especialmente para as crianças, como aponta Cagliari (2001 p. 151):
Diante das mesmas histórias, certas crianças ficam revoltadas, outras apavoradas, outras ainda acham graça e algumas até não entendem o fantástico. Cada uma lê a seu modo, e isso não é mal, mas é o que deve acontecer, e a escola deve respeitar a leitura de cada um.
Cientes da importância da leitura para a formação do sujeito autônomo, crítico e criativo, encara-se a leitura e a contação de histórias como marcos na formação do leitor, e desde a infância constituem-se como importantes elementos para o fazer pedagógico em todos os níveis do ensino. Assim, a leitura de livros infanto-juvenis tem norteado o trabalho de muitos professores pois ao mesmo tempo em que despertam o gosto por esse hábito, ampliam a construção de competências para a vida prática, expressas pela escola sob os processos que desenvolvem a aquisição da linguagem escrita a partir do letramento e da alfabetização escolar.
A magia da leitura literária invade a vida das crianças numa idade ainda tenra e, muitas vezes pode acompanhá-la para a vida toda. Professores selecionam com cuidado os livros a serem lidos em sala de aula, e utilizam estratégias diversas para a contação ou leitura das histórias. Nas últimas décadas, e atualmente é comum observarmos o quanto a utilização deste gênero aumentou nas escolas, e ainda será mais frequente quando a literatura infanto-juvenil receber do MEC um lugar mais altruísta em seus referenciais curriculares. Apesar das campanhas de distribuição de livros, ainda é limitado o número de escolas que contam com Bibliotecas e, nessa situação, só mesmo o esforço dos professores e da comunidade escolar para criar parcerias que levem a sério o poder e a importância da leitura para a vida do ser humano. Destacam-se assim, a criação de cantinhos da leitura, gibitecas,
Coelho (1987) nos chama a atenção para a necessidade de levar a literatura para a escola, mas com certo cuidado para que este gênero não ganhe estatuto “conteudista” e seja escolarizado, o que poderia fazer com que perdesse algumas de suas principais atribuições, tais como encantar e contar. Nesse sentido, percebe-se que, nas propostas curriculares de livros e outros documentos levados à sala de aula para a construção de competências para ler e escrever, sempre há atividades que se realizam a partir das leituras de livros infanto juvenis, mas é preciso lembrar que o hábito de ler livros não deve estar condicionado ao ambiente escolar. Essa é uma questão interessante para ser pensada por pais, professores e por toda a sociedade, já que a figura do livro de literatura infanto juvenil vem assumindo papel de destaque nas listas de material escolar, assim como tem seu lugar garantido na falta do hábito de ler e falta de prazer nisto, pelo que consta ser sua função primordial. A leitura passa a ser tratada apenas como atividade para um fim específico, o de aprender, e esta, é na certa uma das muitas formas de distanciar ainda mais o estudante do mundo da leitura como um prazer, sem fins determinados, mas determinantes para sua vida em todos os aspectos ligados ao afetivo e cognitivo.
Diante deste paradigma, a literatura emerge como um elemento a mais na socialização e aquisição do conhecimento, ainda mais intensamente com o advento das práticas de letramento, e nesse contexto, os gêneros literários, tais como os livros, áudio-books , gibis, cordéis passam a desempenhar o papel de intermediários nessa construção de conhecimentos e na dinâmica de relações.
Nesse sentido, os professores passam a desempenhar cada vez mais, o importante papel de leitores e ledores, haja vista constituírem-se, pelas relações de transferência e afinidade com seus alunos, modelos para o espelhamento, também no que diz respeito à leitura. Por esse motivo, é importante que sejam encaminhados à sala de aula, e para as escolas, materiais e orientações pedagógicas na tentativa de ampliar e ratificar a prática da leitura por prazer nas escolas das redes públicas ou privadas, primordialmente desde as turmas de educação infantil, nas quais a ênfase na leitura é um elemento capaz de desenvolver não somente o hábito, mas especialmente o prazer de ler. É enquanto se lêem histórias para crianças ou adultos que se percebem olhares atentos, perguntas inquietas e isso nos remete a pensar sobre como professores e crianças vivenciam a leitura das histórias, seja em casa, seja na escola. Configura-se assim, a literatura como fonte de prazer e de descobertas maravilhosas sobre o mundo que nos cerca, sempre com sua efetiva contribuição para o resgate da fantasia, e subsidiando a construção dos processos de aquisição da linguagem escrita por meio da alfabetização e do letramento sistematicamente.
Diante dessa discussão, as ações que trabalham com a leitura e contação de histórias devem se propor a ressignificar o trabalho com essa habilidade a partir de livros diversos, cordéis, música e outros, tendo-os como norte para a formação do leitor crítico e autônomo. Essas práticas tem o poder de oportunizar o desenvolvimento da autoria, incentivando o surgimento de novos escritores que se arrisquem a criar e não limitem-se a copiar, conectando o pensamento de professores e demais membros da comunidade escolar e focando na criança e no jovem as atenções em torno de um novo lugar para a leitura e a escrita.
Importante ressaltar que enquanto professores, somos também pesquisadores e devemos nos preocupar em fazer de nossos alunos, sujeitos questionadores, atentos ao mundo que o cerca e suas inúmeras possibilidades, por isso, incentivar o habito de ler na escola é abris as portas para um mundo que poucos conhecem, mas que é extremamente importante para a vida em uma sociedade grafocêntrica como a nossa: o mundo da leitura.
É preciso, ainda, desenvolver a investigação contínua das representações dos leitores acerca desse mundo, discutir sobre o que essas leituras têm despertado em cada um, que impactos podem ter na aquisição da linguagem escrita e na formação desse sujeito que, de ouvinte, pode assumir a função de leitor e escritor. Por isso, é preciso Incutir nas crianças e nos professores a vivência cotidiana de leitura sem fins específicos, por prazer mesmo e só assim, acreditando nessa força, teremos sim, um país de leitores e quem sabe, de escritores, que vejam nesse hábito uma fonte de saber, de diversão e de prazer, não somente na escola, mas em todos os capôs de sua vida.
Para que essa tópica deixe de povoar apenas nossa imaginação, alguns objetivos tornam-se fundamentais para a implementação de políticas voltadas para a aquisição do hábito de ler, tais como: subsidiar os professores para o trabalho diversificado com a leitura em fontes diversas, tais como livros, obras de arte, gibis e literatura de cordel desde as séries iniciais do Ensino Fundamental; Observar o envolvimento das crianças em atividades onde sejam realizadas leitura e contação de histórias por adultos; Ampliar o repertório de leitura das escolas; Registrar as atividades cotidianas através de textos, escrita de outras histórias, vídeos, fotografias, relatórios, etc.; Identificar qual gênero literário é mais apreciado pelas crianças, através de pesquisas, apontando quais precisam ser melhor divulgados para ampliar esse gosto pela leitura diversificada; Recolhimento dos registros feitos pelas crianças a partir das leituras realizadas; Analisar quais momentos de leitura influenciam a aprendizagem da criança no que tange aos processos de alfabetização e letramento, diagnosticando junto aos professores os avanços propiciados pela leitura de histórias na formação do leitor; Criar e monitorar a circulação de acervos ambulantes pelas escolas ou pelas salas de aula e entre os alunos, gerenciando essas atividades para que girem em torno de leituras de gêneros diversos, corrigindo falhas e suprindo as possíveis dificuldades.
Diante das diversas possibilidades de trabalho com a os gêneros textuais, o que é realizado com a leitura e contação de histórias encanta as crianças pela maneira simples com que as envolve, mas seu significado supera a diversão e o prazer. Nesse contexto, o trabalho com a leitura viabiliza utilizarmo-nos das mais diversas possibilidades para levar a leitura até as escolas de maneira diferenciada, estimulando e registrando de maneiras diversas, a vivência das crianças em interação com os livros e materiais afins. Desse modo, a observação e registro escrito, descritivo e reflexivo das atividades realizadas em torno da leitura diversificada na escola são o cerne do trabalho para desenvolver o hábito de ler cotidianamente. Assim, o contato entre crianças e livros sem intervenções dos professores nada mais realizará que o distanciamento, por isso, a mediação do professor será fundamental nessa construção de hábitos de leitura cotidiana. Não será por meio de preenchimento de fichas, exaustivos recontos e representações pictográficas das histórias ou a simples listagem de personagens, que as crianças e jovens desenvolverão o gosto pela leitura. É preciso encantar, ler antes de indicar, discutir também sem uma atividade escrita posterior, ler sem precisar decorar para encenar... Enfim... ler! Ler! E ler!
Registrar os resultados obtidos através de um processo contínuo de investigação é uma das muitas formas de manter vivas as conclusões retiradas durante esse processo. Não descartamos a possibilidade de realizar entrevistas, registro fotográfico e áudio-visual com as crianças, mas deve ser priorizado o registro das obras lidas pela turma e/ou individualmente, em cartazes, cadernos de anotações ou fichas. Salienta-se, ainda, que esses dados servem apenas para o registro simbólico das muitas leituras que serão feitas e não se deve constituir como instrumentos de avaliação. Nesse contexto, é indicado ao professor atuar periodicamente na realização das atividades para avaliar o impacto delas na formação dos leitores, considerando-se como importantes e indispensáveis a participação das crianças nas atividades envolvidas, sempre sem a imposição, mas pela conquista.
REFERÊNCIAS:
COELHO, N.N. Literatura Infantil: Teoria, Prática, Didática. São Paulo: Moderna, 2000.
CAGLIARI, L. C. Alfabetização & Lingüística. São Paulo: Scipione, 2001.
ÉRICA MA S. MONTENEGRO DE MÉLO
erica9400@yahoo.com.br
ericamontenegrocordelista.blogspot.com.br
A literatura, assim como as outras manifestações da cultura popular como as danças, a culinária, artesanato e tantas outras produções são o patrimônio de um povo. No Brasil, é possível falar da riqueza da cultura popular em todas essas representações que vão desde a linguagem oral e suas variações dialetais até a escrita literária, que chega ao povo através das músicas, livros, folhetos de cordel, cantorias e outros muitos. Assim, os livros de literatura infanto juvenil que trazem contos, poesia, fábulas, crônicas e outros gêneros estão vivos nas mãos dos estudantes graças ao trabalho realizado pela escola, apesar de suas muitas limitações.
O livro de literatura infanto juvenil tornou-se elemento significativo para a escola, especialmente para o desenvolvimento das competências para ler e escrever através de sua utilização nas práticas de letramento. Os livros infanto juvenis, geralmente ricos em imagens e feitos com materiais cada vez mais variados, são um misto de fantasia e realidade, objetos onde o impossível se torna real a partir da leitura que percorre a imaginação do leitor. Esses livros têm sido inseridos no contexto escolar a partir de atividades voltadas tanto para a formação do leitor crítico e independente, como também sob a intenção de inserir ou resgatar aspectos lúdicos ligados à fantasia, cada vez mais vista como objeto perdido, haja vista a facilidade e avanços tecnológicos que limitam a criatividade das crianças e adolescentes.
Assim, a leitura na escola tem um significado pitoresco para o leitor, especialmente para as crianças, como aponta Cagliari (2001 p. 151):
Diante das mesmas histórias, certas crianças ficam revoltadas, outras apavoradas, outras ainda acham graça e algumas até não entendem o fantástico. Cada uma lê a seu modo, e isso não é mal, mas é o que deve acontecer, e a escola deve respeitar a leitura de cada um.
Cientes da importância da leitura para a formação do sujeito autônomo, crítico e criativo, encara-se a leitura e a contação de histórias como marcos na formação do leitor, e desde a infância constituem-se como importantes elementos para o fazer pedagógico em todos os níveis do ensino. Assim, a leitura de livros infanto-juvenis tem norteado o trabalho de muitos professores pois ao mesmo tempo em que despertam o gosto por esse hábito, ampliam a construção de competências para a vida prática, expressas pela escola sob os processos que desenvolvem a aquisição da linguagem escrita a partir do letramento e da alfabetização escolar.
A magia da leitura literária invade a vida das crianças numa idade ainda tenra e, muitas vezes pode acompanhá-la para a vida toda. Professores selecionam com cuidado os livros a serem lidos em sala de aula, e utilizam estratégias diversas para a contação ou leitura das histórias. Nas últimas décadas, e atualmente é comum observarmos o quanto a utilização deste gênero aumentou nas escolas, e ainda será mais frequente quando a literatura infanto-juvenil receber do MEC um lugar mais altruísta em seus referenciais curriculares. Apesar das campanhas de distribuição de livros, ainda é limitado o número de escolas que contam com Bibliotecas e, nessa situação, só mesmo o esforço dos professores e da comunidade escolar para criar parcerias que levem a sério o poder e a importância da leitura para a vida do ser humano. Destacam-se assim, a criação de cantinhos da leitura, gibitecas,
Coelho (1987) nos chama a atenção para a necessidade de levar a literatura para a escola, mas com certo cuidado para que este gênero não ganhe estatuto “conteudista” e seja escolarizado, o que poderia fazer com que perdesse algumas de suas principais atribuições, tais como encantar e contar. Nesse sentido, percebe-se que, nas propostas curriculares de livros e outros documentos levados à sala de aula para a construção de competências para ler e escrever, sempre há atividades que se realizam a partir das leituras de livros infanto juvenis, mas é preciso lembrar que o hábito de ler livros não deve estar condicionado ao ambiente escolar. Essa é uma questão interessante para ser pensada por pais, professores e por toda a sociedade, já que a figura do livro de literatura infanto juvenil vem assumindo papel de destaque nas listas de material escolar, assim como tem seu lugar garantido na falta do hábito de ler e falta de prazer nisto, pelo que consta ser sua função primordial. A leitura passa a ser tratada apenas como atividade para um fim específico, o de aprender, e esta, é na certa uma das muitas formas de distanciar ainda mais o estudante do mundo da leitura como um prazer, sem fins determinados, mas determinantes para sua vida em todos os aspectos ligados ao afetivo e cognitivo.
Diante deste paradigma, a literatura emerge como um elemento a mais na socialização e aquisição do conhecimento, ainda mais intensamente com o advento das práticas de letramento, e nesse contexto, os gêneros literários, tais como os livros, áudio-books , gibis, cordéis passam a desempenhar o papel de intermediários nessa construção de conhecimentos e na dinâmica de relações.
Nesse sentido, os professores passam a desempenhar cada vez mais, o importante papel de leitores e ledores, haja vista constituírem-se, pelas relações de transferência e afinidade com seus alunos, modelos para o espelhamento, também no que diz respeito à leitura. Por esse motivo, é importante que sejam encaminhados à sala de aula, e para as escolas, materiais e orientações pedagógicas na tentativa de ampliar e ratificar a prática da leitura por prazer nas escolas das redes públicas ou privadas, primordialmente desde as turmas de educação infantil, nas quais a ênfase na leitura é um elemento capaz de desenvolver não somente o hábito, mas especialmente o prazer de ler. É enquanto se lêem histórias para crianças ou adultos que se percebem olhares atentos, perguntas inquietas e isso nos remete a pensar sobre como professores e crianças vivenciam a leitura das histórias, seja em casa, seja na escola. Configura-se assim, a literatura como fonte de prazer e de descobertas maravilhosas sobre o mundo que nos cerca, sempre com sua efetiva contribuição para o resgate da fantasia, e subsidiando a construção dos processos de aquisição da linguagem escrita por meio da alfabetização e do letramento sistematicamente.
Diante dessa discussão, as ações que trabalham com a leitura e contação de histórias devem se propor a ressignificar o trabalho com essa habilidade a partir de livros diversos, cordéis, música e outros, tendo-os como norte para a formação do leitor crítico e autônomo. Essas práticas tem o poder de oportunizar o desenvolvimento da autoria, incentivando o surgimento de novos escritores que se arrisquem a criar e não limitem-se a copiar, conectando o pensamento de professores e demais membros da comunidade escolar e focando na criança e no jovem as atenções em torno de um novo lugar para a leitura e a escrita.
Importante ressaltar que enquanto professores, somos também pesquisadores e devemos nos preocupar em fazer de nossos alunos, sujeitos questionadores, atentos ao mundo que o cerca e suas inúmeras possibilidades, por isso, incentivar o habito de ler na escola é abris as portas para um mundo que poucos conhecem, mas que é extremamente importante para a vida em uma sociedade grafocêntrica como a nossa: o mundo da leitura.
É preciso, ainda, desenvolver a investigação contínua das representações dos leitores acerca desse mundo, discutir sobre o que essas leituras têm despertado em cada um, que impactos podem ter na aquisição da linguagem escrita e na formação desse sujeito que, de ouvinte, pode assumir a função de leitor e escritor. Por isso, é preciso Incutir nas crianças e nos professores a vivência cotidiana de leitura sem fins específicos, por prazer mesmo e só assim, acreditando nessa força, teremos sim, um país de leitores e quem sabe, de escritores, que vejam nesse hábito uma fonte de saber, de diversão e de prazer, não somente na escola, mas em todos os capôs de sua vida.
Para que essa tópica deixe de povoar apenas nossa imaginação, alguns objetivos tornam-se fundamentais para a implementação de políticas voltadas para a aquisição do hábito de ler, tais como: subsidiar os professores para o trabalho diversificado com a leitura em fontes diversas, tais como livros, obras de arte, gibis e literatura de cordel desde as séries iniciais do Ensino Fundamental; Observar o envolvimento das crianças em atividades onde sejam realizadas leitura e contação de histórias por adultos; Ampliar o repertório de leitura das escolas; Registrar as atividades cotidianas através de textos, escrita de outras histórias, vídeos, fotografias, relatórios, etc.; Identificar qual gênero literário é mais apreciado pelas crianças, através de pesquisas, apontando quais precisam ser melhor divulgados para ampliar esse gosto pela leitura diversificada; Recolhimento dos registros feitos pelas crianças a partir das leituras realizadas; Analisar quais momentos de leitura influenciam a aprendizagem da criança no que tange aos processos de alfabetização e letramento, diagnosticando junto aos professores os avanços propiciados pela leitura de histórias na formação do leitor; Criar e monitorar a circulação de acervos ambulantes pelas escolas ou pelas salas de aula e entre os alunos, gerenciando essas atividades para que girem em torno de leituras de gêneros diversos, corrigindo falhas e suprindo as possíveis dificuldades.
Diante das diversas possibilidades de trabalho com a os gêneros textuais, o que é realizado com a leitura e contação de histórias encanta as crianças pela maneira simples com que as envolve, mas seu significado supera a diversão e o prazer. Nesse contexto, o trabalho com a leitura viabiliza utilizarmo-nos das mais diversas possibilidades para levar a leitura até as escolas de maneira diferenciada, estimulando e registrando de maneiras diversas, a vivência das crianças em interação com os livros e materiais afins. Desse modo, a observação e registro escrito, descritivo e reflexivo das atividades realizadas em torno da leitura diversificada na escola são o cerne do trabalho para desenvolver o hábito de ler cotidianamente. Assim, o contato entre crianças e livros sem intervenções dos professores nada mais realizará que o distanciamento, por isso, a mediação do professor será fundamental nessa construção de hábitos de leitura cotidiana. Não será por meio de preenchimento de fichas, exaustivos recontos e representações pictográficas das histórias ou a simples listagem de personagens, que as crianças e jovens desenvolverão o gosto pela leitura. É preciso encantar, ler antes de indicar, discutir também sem uma atividade escrita posterior, ler sem precisar decorar para encenar... Enfim... ler! Ler! E ler!
Registrar os resultados obtidos através de um processo contínuo de investigação é uma das muitas formas de manter vivas as conclusões retiradas durante esse processo. Não descartamos a possibilidade de realizar entrevistas, registro fotográfico e áudio-visual com as crianças, mas deve ser priorizado o registro das obras lidas pela turma e/ou individualmente, em cartazes, cadernos de anotações ou fichas. Salienta-se, ainda, que esses dados servem apenas para o registro simbólico das muitas leituras que serão feitas e não se deve constituir como instrumentos de avaliação. Nesse contexto, é indicado ao professor atuar periodicamente na realização das atividades para avaliar o impacto delas na formação dos leitores, considerando-se como importantes e indispensáveis a participação das crianças nas atividades envolvidas, sempre sem a imposição, mas pela conquista.
REFERÊNCIAS:
COELHO, N.N. Literatura Infantil: Teoria, Prática, Didática. São Paulo: Moderna, 2000.
CAGLIARI, L. C. Alfabetização & Lingüística. São Paulo: Scipione, 2001.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Recebi do meu amigo Avellar... Depois do sumiço do meu gato, na semana passada, passei a ter ainda mais certeza de que há animais que são parte doq ue é melhor de nossas vidas. O meu é...
ÓLEO DE FÍGADO DE BACALHAU PARA O CACHORRO
Um homem começou a dar doses maciças de óleo de
fígado de bacalhau a seu dobberman, porque
ouvira dizer que fazia bem aos cães. Todo dia,
segurava entre os joelhos a cabeça do cachorro,
que sempre reclamava, abria à força suas
mandíbulas e despejava-lhe o líquido goela abaixo.
Um dia o cachorro soltou-se e derramou o óleo no
chão. Então, para a grande surpresa do dono,
voltou para lamber a colher. Foi aí que o homem
descobriu que o cachorro não reclamava do óleo e
sim do método de ministrá-lo.
(do livro "O Enigma do Iluminado", Edições Loyola)
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Êta mundo bão... (Renato teixeira)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Há pouco li em meus e-mails mais uma agradável mensagem recebida do meu amigo Avellar, aquele que sempre nos manda algo interessante para pensarmos... Resolvi dividir com vcs, pois achei muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito legal! Beijos para todos!
UM OÁSIS NO DESERTO
Aconteceu no Rio, pelo que ouvi falar. Um garoto aparentando
ter uns 19 anos resolveu improvisar um pocket show usando
uma esquina da cidade como palco: a cada vez que o semáforo
fechava, ele se posicionava na frente dos carros e tocava
saxofone por um minuto. Aí o sinal abria e ele voltava para
a calçada. Não era malabarismo para garantir uns trocados.
Ele fez isso por... Sei lá, sugira você uma razão: farra,
vaidade, benemerência, esperança de cruzar com um produtor
musical? O que importa é que fez, e o curioso é que assim
que o sinal abria, os motoristas custavam a arrancar seus
carros, perdiam a pressa. Haviam deparado com um pequeno
oásis em meio ao caos.
Cheguei do Marrocos há pouco, como comentei na coluna de
quarta passada. Um país encantador, com uma biodiversidade
de tirar o fôlego. Cruzei a árida cordilheira Atlas,
percorri uma pequena trilha que já fez parte do Paris-Dacar
e cheguei a dormir uma noite num acampamento de tuaregues em
pleno deserto: tudo estupendo, mas seco. Ainda assim,
engolindo areia, fui surpreendida várias vezes por alguns
oásis que quebravam o jejum. Fazia-se uma curva na estrada e
de repente se vislumbrava um conjunto de palmeiras verdes,
tão verdes que pareciam pinceladas à mão. De onde brotavam,
de que solo fértil, de que estúdio cenográfico? Pareciam
miragens.
Aterrissei de volta ao Brasil e, entre as notícias de um
apagão inexplicável e de um escândalo mais inexplicável ainda
por causa de uma reles minissaia que gerou teses sociológicas,
preferi me ater a essa história do garoto saxofonista que
fazia shows de um minuto no agito das ruas, silenciando os
buzinaços com sua música. Pensei: também é um oásis.
O que não falta por aí são pessoas com vidas desérticas,
pensamentos viciados, gente presa em calabouços e respirando
por aparelhos, sem dedicar um minuto, um minutinho que seja
por dia a criar seu próprio oásis. Os nossos podem ser tão
numerosos como os que encontrei naquelas paisagens
marroquinas em tons de terracota, em que já não se distingue
o que é cor original ou desbotado, uma estética da solidão
que tem sua beleza e força, mas que clama por um pouco de
oxigênio.
As pessoas dizem que a tecnologia, que deveria servir para
agilizar o nosso trabalho e liberar mais tempo para o lazer,
está, ao contrário, produzindo ainda mais trabalho e mais
estresse. A culpa não é da tecnologia, que, pelo que sei,
ainda não tem cérebro, mas de seus usuários, que deveriam
pensar mais em vez de entrarem na paranóia de preencher cada
hora do seu dia com atividades produtivas, ignorando a
produtividade que também há num encontro entre amigos, num
cinema, numa caminhada, na audição de um disco, na meditação,
num final de semana longe da cidade, na leitura de um livro,
num passeio de bicicleta, num namoro, no desprezo à lógica e
no respeito aos acasos. Esses são os verdadeiros oásis, ao
contrário dos oásis fabricados, como, por exemplo,
restaurantes da moda onde não se come bem nem se ouve
ninguém.
O saxofonista no meio da rua nada mais fez do que ofertar a
nossa vida opaca um toque de verde.
Martha Medeiros, O Globo - 22/11/2009
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Êta mundo bão... (Renato teixeira)

Há pouco caí na tentação e saí de meus estudos pra ler uns e-mails... Recebi essa mensagem maravilhosa do meu amigo Avellar. Se ele é aquele que manda sempre mensagens pra um grupo de pessoas? Sim... É ele mesmo. Não sei onde ele acha tanta coisa boa... Resolvi dividir com vcs essa crônica maravilhosa!
Um ótimo restinho de Novembro pra todo mundo!
UM OÁSIS NO DESERTO
Aconteceu no Rio, pelo que ouvi falar. Um garoto aparentando
ter uns 19 anos resolveu improvisar um pocket show usando
uma esquina da cidade como palco: a cada vez que o semáforo
fechava, ele se posicionava na frente dos carros e tocava
saxofone por um minuto. Aí o sinal abria e ele voltava para
a calçada. Não era malabarismo para garantir uns trocados.
Ele fez isso por... Sei lá, sugira você uma razão: farra,
vaidade, benemerência, esperança de cruzar com um produtor
musical? O que importa é que fez, e o curioso é que assim
que o sinal abria, os motoristas custavam a arrancar seus
carros, perdiam a pressa. Haviam deparado com um pequeno
oásis em meio ao caos.
Cheguei do Marrocos há pouco, como comentei na coluna de
quarta passada. Um país encantador, com uma biodiversidade
de tirar o fôlego. Cruzei a árida cordilheira Atlas,
percorri uma pequena trilha que já fez parte do Paris-Dacar
e cheguei a dormir uma noite num acampamento de tuaregues em
pleno deserto: tudo estupendo, mas seco. Ainda assim,
engolindo areia, fui surpreendida várias vezes por alguns
oásis que quebravam o jejum. Fazia-se uma curva na estrada e
de repente se vislumbrava um conjunto de palmeiras verdes,
tão verdes que pareciam pinceladas à mão. De onde brotavam,
de que solo fértil, de que estúdio cenográfico? Pareciam
miragens.
Aterrissei de volta ao Brasil e, entre as notícias de um
apagão inexplicável e de um escândalo mais inexplicável ainda
por causa de uma reles minissaia que gerou teses sociológicas,
preferi me ater a essa história do garoto saxofonista que
fazia shows de um minuto no agito das ruas, silenciando os
buzinaços com sua música. Pensei: também é um oásis.
O que não falta por aí são pessoas com vidas desérticas,
pensamentos viciados, gente presa em calabouços e respirando
por aparelhos, sem dedicar um minuto, um minutinho que seja
por dia a criar seu próprio oásis. Os nossos podem ser tão
numerosos como os que encontrei naquelas paisagens
marroquinas em tons de terracota, em que já não se distingue
o que é cor original ou desbotado, uma estética da solidão
que tem sua beleza e força, mas que clama por um pouco de
oxigênio.
As pessoas dizem que a tecnologia, que deveria servir para
agilizar o nosso trabalho e liberar mais tempo para o lazer,
está, ao contrário, produzindo ainda mais trabalho e mais
estresse. A culpa não é da tecnologia, que, pelo que sei,
ainda não tem cérebro, mas de seus usuários, que deveriam
pensar mais em vez de entrarem na paranóia de preencher cada
hora do seu dia com atividades produtivas, ignorando a
produtividade que também há num encontro entre amigos, num
cinema, numa caminhada, na audição de um disco, na meditação,
num final de semana longe da cidade, na leitura de um livro,
num passeio de bicicleta, num namoro, no desprezo à lógica e
no respeito aos acasos. Esses são os verdadeiros oásis, ao
contrário dos oásis fabricados, como, por exemplo,
restaurantes da moda onde não se come bem nem se ouve
ninguém.
O saxofonista no meio da rua nada mais fez do que ofertar a
nossa vida opaca um toque de verde.
Martha Medeiros, O Globo - 22/11/2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Esta semana superei desafios e fui sozinha para Uberlândia, interior de Minas Gerais. Minha missão? Apresentar um trabalho no Simpósio Nacional de Letras e Linguística, na Universidade Federal da cidade. Que lugar agradável! Lembrou-me Campina Grande... pelo clima, pela simpatia dos moradores, pela calma do lugar. Sentrei saudades!
Encontrei Cordelistas radicados em São Paulo e na cidade de Uberlândia, a quem deixo meu abraço e meus sinceros agradecimentos pelo carinho com o qual fui recebida. Aos companheiros de luta pelo cordel, Vamberto, Varneci, João e os demais, meu abraço e minha certeza de que onde tiver um nordestino, o cordel também estará, ainda que em remotas lembranças!
Aproveito o espaço para agradecer às minhas companheiras de grupo de estudo, Isabela Barros e a Profa. Mônica Nóbrega, ambas do Doutorado da UFPB - João Pessoa, que tanto contribuíram para o amadurecimento do meu trabalho.
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Pelo mundo eu vou...
domingo, 15 de novembro de 2009
Caminhar...

Tenho caminhado com a ajuda de muitos
Com as críticas de alguns
Com o perdão de todos
Nada do que eu faça vai sair de mim
Sem que eu o faça com a mais pura dedicação
Nada que eu faça vai acontecer
Se não colocar minha energia, meu eu para que isso aconteça
Nada sai de mim sem que eu esteja implicada neste fazer
Nada sai de mim, se eu não estiver junto
Nada acontece comigo se não for eu a primeira a levantar
Érica Montenegro - 15/ Novembro 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Fotos da Semana Municipal de Ciência e Tecnologia
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